E se o Brasil for campeão?

Como gerar a sua própria energia elétrica
23 de maio de 2018

Com mudanças no setor elétrico brasileiro e retomada da economia, buscar eficiência e segurança energética é um diferencial para os negócios.

É comum acreditarmos que basta apertar um botão para que a luz se acenda. Mas, com os apagões ocorridos em todo o país no mês de março, não tem sido vantagem confiar cegamente na distribuição de energia elétrica convencional.

Neste ano, especificamente no dia 21 de março, cerca de 14 estados da Região Norte e Nordeste sofreram com uma falta repentina de eletricidade. Segundo a ONS,  a causa foi a falha de um disjuntor na subestação de Xingu, no Pará, que acabou gerando também cortes de energia automáticos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Fonte: G1

Convenhamos que ficar sem luz é algo preocupante em tempos de recuperação econômica,mesmo que por pouco tempo sem energia pode acarretar um prejuízo enorme na produção de uma indústria, por exemplo.. Poucos brasileiros possuem conhecimento que podem gerar e gerir a sua própria energia elétrica, o que torna necessário discutir o uso de fontes alternativas de energia e a melhoria das condições de fornecimento.

Mudanças na geração de energia elétrica no Brasil
Não é à toa que os modelos regulatórios, comerciais e operacionais do setor elétrico apresentam sinais de esgotamento, motivados principalmente por questões tecnológicas, sociais e ambientais. Há uma grande pressão, por exemplo, para que o país busque fontes mais limpas e renováveis de geração de energia que contribuam com o acordo mundial de limitar o aumento da temperatura global a 2ºC.

No ano passado, uma série de propostas de mudanças no setor elétrico nacional foram discutidas com a sociedade por meio da consulta pública 33/2017, cujo resultado foi disponibilizado em fevereiro deste ano pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Uma das prioridades estratégicas é incentivar a eficiência energética por meio de um projeto de modernização e abertura do mercado livre de energia elétrica.

A medida prevê, por exemplo, reduzir o limite para aquisição e arrendamento de imóveis rurais por estrangeiros, o que pode beneficiar o investimento em fontes alternativas de geração elétrica como a energia eólica ou as plantas de biogás. Com a abertura do mercado, o consumidor tem o direito de escolher sua fonte de energia com menos custos de geração.

Entretanto, em ano de Copa do Mundo e eleições é bem provável que a modernização do setor elétrico fique em stand-by até a chegada de 2019. Temos muitas questões ainda não resolvidas, como a reforma da Previdência, que acabam deixando os investidores inseguros em relação ao futuro do país.

De qualquer forma, o Brasil tem o compromisso de alcançar 10% de ganho de eficiência no setor elétrico até 2030, conforme as metas da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDCs, em inglês). Aliado a isso, pesquisas apontam um cenário mais favorável para a economia brasileira: a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2017 em 2,94%, bem abaixo dos 6,29% registrados em 2016 e neste ano o Comitê de Política Monetária (Copom) fez mais um corte na Selic para 6,4%, a menor taxa de juros da série histórica.

Fonte: IBGE

Uma pesquisa da CNI mostrou também que as expectativas do consumidor em relação à situação financeira e à disposição para compras de valor mais alto melhoraram. O indicador de compra aumentou 1,4% e o de situação financeira cresceu 0,6% de fevereiro para março.

Com isso, setores como o de construção, varejo e indústria já preveem o fim da era de demissões e apostam em novas contratações para o ano. Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra, por exemplo, que para 2018 há uma previsão de abertura de 20.700 novos estabelecimentos comerciais no país e um crescimento de 5,1% no volume de vendas do varejo.

Sua empresa está preparada?

O setor industrial hoje, por exemplo, é o maior consumidor de energia no país, utilizando cerca de 40% do total disponível. E em um cenário de retomada econômica, é inevitável que quem conta com segurança energética consegue virar a chave mais rápido e sair na frente em termos de produção. A essa altura você deve estar se perguntando:

  • Hoje minha distribuidora de energia elétrica garante que eu não vá ficar sem eletricidade caso meu empreendimento tenha um aumento repentino de consumo?
  • Se eu tiver um aumento na minha produção ou atividade, o quanto isso irá impactar no meu orçamento de energia?
  • Consigo garantir eficiência energética caso tenha que virar a chave rapidamente para atender a um número maior de consumidores?
  • Vou conseguir dar conta da minha operação caso tenha que utilizar mais energia em horários de ponta e durante o verão?
  • Conseguirei agir com responsabilidade ambiental se tiver que aumentar a minha geração de energia para dar conta da operação do meu negócio?

Nos últimos casos de apagão, muitos empreendimentos como shoppings e condomínios foram salvos por operarem com geração distribuída e cogeração qualificada, cuja eficiência energética costuma ultrapassar a marca de 75%. Não sei se você sabe, mas nós da CHP somos especialistas nesse assunto e podemos te ajudar a se preparar melhor para grandes demandas de geração de energia. Vamos conversar mais a respeito?